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   A mesma operação foi utilizada para o lançamento dos cabos e colocação do bondinho no segundo trecho, entre o Morro da Urca e o Pão de Açúcar, numa extensão de 750 metros e 396 metros de altura, que entrou em funcionamento no ano seguinte, no dia 18 de janeiro de 1913, completando a ligação definitivamente até o alto do pico do Pão de Açúcar.

   A terceira linha, ligando o Morro da Urca ao Morro da Babilônia não foi realizada, tendo em vista a prioridade dada ao Exército para a ocupação daquele morro.

   Augusto Ramos dirigiu a Companhia de 1909 a 1934. Em 1934, passou a ser dirigida por Carlos Pinto Monteiro, industrial e banqueiro, que enfrentou múltiplos problemas durante os 28 anos de sua administração. A Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, afetou bastante o movimento de turistas no Pão de Açúcar. Por outro lado, a manutenção e conservação das antiquadas instalações do teleférico, obrigadas a funcionamento diário durante muitos anos, era penosa e de elevado custo.

   Na Intentona Comunista de 1935 na Praia Vermelha, em consequência da luta travada entre os revolucionários entrincheirados no 3º Regimento de Infantaria - localizado no sopé do Morro da Urca - e os legalistas, instalados na Avenida Pasteur, foram danificados os cabos do bondinho, o que levou à paralisação do teleférico pelo tempo necessário à importação de novos cabos da Europa.
     Carlos Pinto Monteiro conseguiu erguer a Companhia e entregá-la ao seu sucessor, Cristóvão Leite de Castro, em 1962, saneada econômica e financeiramente. Cristóvão Leite de Castro foi Diretor-Presidente até 1999.