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No Pão de Açúcar
atualmente funcionam dois sistemas teleféricos independentes,
classificados como de grande porte, com dois bondinhos em cada linha,
circulando em vai-vém (jig-back). O novo sistema aumentou a
capacidade de transporte do teleférico de 115 para 1.360 passageiros
por hora.
Os carros (bondinhos) rolam ao longo de dois cabos-trilho
de aço, fixos nas estações, com 50 mm de diâmetro
cada, constituídos por 92 fios de aço enrolados.
O cabo-trilho tem vida útil de até
30 anos. Além deles o bondinho é tracionado por um cabo-tração
de 24mm de diâmetro. Os cabos de aços do primeiro trecho
pesam nove toneladas e do segundo trecho 12 toneladas; o bondinho
cheio pesa dez toneladas. O cabo-tração tem vida útil,
em média, de 170 mil viagens. As estações motrizes
estão situadas no Morro da Urca e todo sistema é movido
a eletricidade. Diariamente os cabos são lubrificados.
O bondinho pode transportar até 65 passageiros
em cada viagem, que sai de 20 em 20 minutos, e é o único
no mundo com as faces laterais totalmente transparentes devido
ao acrílico utilizado, "plexi glass", de tecnologia
de aviação.
A velocidade é regulável, chegando
a 6 m/s no primeiro percurso - Praia Vermelha/Morro da Urca - e a
10 m/s no trajeto entre os altos do Morro da Urca e Pão de
Açúcar, percorrendo-se cada estágio em apenas
3 minutos. Suas seis rodas laterais têm como função
permitir uma entrada mais suave nas guias das estações.
O desenho dos bondinhos inaugurados em 1972, medindo 5,40
x 3,00 m, em forma de bolha, com estrutura em duralumínio é
exclusivo do Pão de Açúcar, idealizado e
patenteado pela firma italiana Nardo, e premiado no 4º
Salão de Montanha em Turim, em 1971. |
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