Cronologia da história dos bondinhos

 

1908

O engenheiro Augusto Ferreira Ramos participa da exposição nacional comemorativa do centenário da abertura dos portos brasileiros realizada na Praia Vermelha, e, percebendo o grande interesse dos visitantes no imponente penedo do Pão de Açúcar, idealiza o teleférico do Pão de Açúcar.

 

1909

Augusto Ramos, então com 48 anos, prepara um arrojado projeto prevendo três linhas de teleférico:

- A primeira linha partindo da Praia Vermelha ao alto do Morro da Urca
- A segunda linha partindo do alto Morro da Urca para o alto do Pão de Açúcar
- A terceira partindo também do alto do Morro da Urca para o alto do Morro da Babilônia (que não foi construída)

O projeto é então submentido à aprovação do dr. Serzedello Correia, prefeito do Distrito Federal, que o aprova em maio do mesmo ano. O Rio de Janeiro era nessa época a capital da República. A partir daí Augusto Ramos parte para a realização de seu projeto e, em conjunto com o industrial Manuel Antônio Galvão e o comendador Fredolino Cardoso, inicia a procura por investidores que possibilitem a concretização do ousado empreendimento.

 

1911

Com um capital inicial de 360 contos de réis, Augusto Ramos funda a Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, sociedade anônima que passa a ser a detentora do contrato de concessão assinado em 1909, e que até os dias de hoje mantém e administra o empreendimento.

É realizada uma concorrência internacional para escolha da empresa fornecedora dos equipamentos, que não é tarefa simples, pois somente existiam dois teleféricos de porte semelhante em todo o mundo. Vence a concorrência a empresa alemã J. Pohlig, e as obras são iniciadas.

 

1912

Depois de um ano de exaustivos trabalhos, foi inaugurada em 27 de outubro a primeira etapa da gigantesca obra, ligando a Praia Vermelha ao alto do Morro da Urca. Nesse dia 577 pessoas foram transportadas nas pequenas cabines que acolhiam apenas 15 pessoas por viagem.

 

1913

Em 18 de janeiro concluiu-se o segundo trecho que ligou o Morro da Urca ao cume do Pão de Açúcar, gastando até então 2 milhões de contos de réis e 4 toneladas de materiais, que tiveram que ser transportados para o alto dos morros por centenas de operários, realizando perigosas escaladas, numa ousada operação para a engenharia da época. Foi então completamente inaugurado o teleférico do Pão de Açúcar, evento que deu grande projeção internacional à cidade do Rio de Janeiro. Nesse dia foram transportados 449 visitantes até o novo mirante a 396 metros de altura.




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